Terapia cognitivo-comportamental realizada pelos pais pode melhorar ansiedade em crianças

MBE em Foco - Volume 1, Issue 2

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Reference: Br J Psychiatry 2013 Dec;203(6):436 (evidê ncia nivel 2 [médio])
Os transtornos de ansiedade são comuns em crianças e podem ter consequê ncias tanto imediatas quanto de longo prazo. A terapia cognitivo- comportamental (TCC) tem-se demonstrado eficaz para transtornos de ansiedade na infância e na adolescê ncia (Cochrane Database Syst Rev 2013 Jun 3;(6):CD004690), mas o acesso a esse tratamento pode ser limitado. Um estudo randomizado recente avaliou uma intervenção com TCC de baixa intensidade realizada pelos pais (com a orientação de terapeutas) para crianças com transtornos de ansiedade no Reino Unido.

Um total de 194 crianças com idades entre 7 e 12 anos com diagnósticos de transtornos de ansiedade (transtorno de ansiedade generalizada, fobia social, transtorno de ansiedade de separação, transtorno de pânico/agorafobia e fobias específicas) foram randomizados para uma de duas intervenções com TCC realizada pelos pais ou o controle da lista de espera durante 12 semanas. No grupo da TCC de orientação completa, os pais receberam um livro de autoajuda e tiveram quatro encontros presenciais e quatro ligações telefónicas com terapeutas (um contato semanal durante as primeiras 8 semanas com um tempo total com o terapeuta

<5,5 horas) para oferecer educação quanto à ansiedade, desenvolver um plano de exposição gradual e analisar os progressos. Os pais do grupo da TCC de orientação breve receberam treinamento e feedback similares dos terapeutas, mas com um total de 4 sessões em semanas alternadas. Foi solicitado às famílias do grupo de controle da lista de espera que adiassem qualquer intervenção para ansiedade por 12 semanas.

Ao final do tratamento, as taxas de recuperação do diagnóstico de ansiedade primária foram de 50% no grupo da TCC com orientação completa e 25% no grupo de controle da fila de espera (p = 0,013, NNT = 4). No grupo da orientação completa, 34% das crianças se recuperaram de todos os diagnósticos de ansiedade em comparação com 11% dos controles (p = 0,006, NNT = 5). As taxas de recuperação no grupo da orientação breve foram superiores às dos controles, mas as diferenças não foram estatisticamente significativas. Ambas as orientações foram associadas a taxas mais elevadas de status “melhor ou muito melhor” em escalas de impressão global em comparação com o controle. Em uma análise de seguimento de 49 crianças do grupo de orientação completa após 6 meses, 76% deixaram de preencher os critérios de seu diagnóstico primário. Embora a falta de controle quanto à real adesão dos pais enfraqueça a validade desse ensaio, parece que a TCC realizada pelos pais pode ser uma abordagem de primeira linha eficaz e de baixo custo para o tratamento de transtornos de ansiedade na infância antes de se procurar um tratamento mais intensivo.

Para mais informações, veja os tópicos

Transtorno de ansiedade generalizada, Trastorno do pânico, e Recusa escolar no Dynamed.


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